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	<title>REDE BRASILEIRA DE HISTÓRIA AMBIENTAL - RBHA</title>
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	<description>Portal dedicado a História Ambiental Brasileira. Artigos, publicações,mapas históricos, imagens, vídeos, etc.</description>
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		<title>Fundamentos de eco-história por Arthur Soffiati</title>
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		<pubDate>Fri, 10 May 2013 22:14:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigo do Mês]]></category>
		<category><![CDATA[Arthur Soffiati]]></category>
		<category><![CDATA[Eco-história]]></category>
		<category><![CDATA[história ambiental]]></category>

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		<description><![CDATA[Sei que já estão consagradas as expressões &#8220;história antiga&#8221;, história medieval&#8221;, &#8220;história moderna&#8221;, história contemporânea&#8221; e agora &#8220;história ambiental&#8221;. Não tentarei mais desconstruir estas denominações. Limitar-me-ei a empregar a expressão... <a class="meta-more" href="http://www.historiaambiental.org/?p=797">Leia mais <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_798" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.historiaambiental.org/wp-content/uploads/2013/05/londrina_anos30.jpg" rel="lightbox[797]" title="Desmatamento para introdução de café no norte pioneiro paranaense, anos 30.&lt;br /&gt;Foto: Reinhard Maack"><img class="size-medium wp-image-798" title="Desmatamento para introdução de café no norte pioneiro paranaense, anos 30.&lt;br /&gt;Foto: Reinhard Maack" alt="" src="http://www.historiaambiental.org/wp-content/uploads/2013/05/londrina_anos30-300x182.jpg" width="300" height="182" /></a><p class="wp-caption-text">Desmatamento para introdução de café no norte pioneiro paranaense, anos 30.<br />Foto: Reinhard Maack</p></div>
<p style="text-align: justify;">Sei que já estão consagradas as expressões &#8220;história antiga&#8221;, história medieval&#8221;, &#8220;história moderna&#8221;, história contemporânea&#8221; e agora &#8220;história ambiental&#8221;. Não tentarei mais desconstruir estas denominações. Limitar-me-ei a empregar a expressão eco-história por entender que a história não é ambiental, mas história do ambiente, ou melhor, história das relações das sociedades humanas com o ambiente.</p>
<p style="text-align: justify;">Por eco-história entendo uma clareira nova aberta pela história que busca compreender as relações das sociedades humanas com o ambiente. Se a intenção é ultrapassar a visão de uma natureza inerte, como a tratada pela história da economia, da sociedade e das representações mentais, é necessário precisar melhor o que se entende por natureza ou ambiente. Para tanto, o eco-historiador precisa ter conhecimentos básicos de geologia, ecologia e biologia, pelo menos. Sua abordagem deve ser mais transdisciplinar que multidisciplinar ou interdisciplinar. Em outras palavras, saberes de outras áreas do conhecimento devem estar presentes no seu próprio saber. Isto não significa que ele conhecerá geologia, ecologia e biologia tanto quanto um geólogo, um ecólogo e um biólogo. Mas ele deve dominar noções básicas de outras áreas do saber para dominar o seu.</p>
<p style="text-align: justify;">Na verdade, o eco-historiador estuda as relações materiais e representacionais dos modos de produção com os ecossistemas. O conceito de modo de produção já não é mais marxista. Ele faz parte das ciências sociais. Contudo, deve-se estreitar ao máximo os conceitos de modo de produção e de formação social. Podemos aceitar que a colonização das Américas se insere no contexto da constituição do modo de produção capitalista detalhando suas especificidades. Este procedimento prudente afasta o historiador dos tipos ideais weberianos sem, contudo, perdê-los de vista.</p>
<p style="text-align: justify;">Por outro lado, é imprescindível dominar os conceitos de ecossistema, ecótono, eco-região, bioma e ecosfera, pois é com as realidades expressas por eles que o eco-historiador irá lidar. A realidade ecossistêmica é um novo protagonista de história, assim como são os indivíduos, as classes sociais, as nações e os Estados. Se negamos a condição de sujeito de história aos ecossistemas, enfraquecemos a eco-história como campo de conhecimento. Reconhecendo a condição de sujeito dos ecossistemas e das realidades infra e supra-ecossistêmicas, admitimos que a natureza é dinâmica e que, ela mesma, tem uma história que só depende de nós quanto a sua compreensão.</p>
<p style="text-align: justify;">Como se relacionam os modos de produção com os ecossistemas? A resposta a esta pergunta depende do conhecimento dos atores em cena. Precisamos conhecer as representações que uma sociedade faz do(s) ecossistema(s) com o(s) qual (quais) interage. Essas representações estão intimamente associadas à economia, à tecnologia e à organização social e política do modo de produção. Por outro lado, é preciso conhecer também a natureza do ecossistema, sua resiliência e os limites de sua homeostase.</p>
<p style="text-align: justify;">Um ecossistema é perturbado se as ações de um modo de produção sobre ele não ultrapassam sua resiliência, ou seja, sua capacidade de autorregeneração. Se tais limites são ultrapassados, mais do que perturbação, ocorrerá a degradação do ecossistema, isto é, sua capacidade de autorregeneração será perdida, pelo menos se mantidas as condições causadoras da degradação. Imaginemos uma cidade construída num espaço ocupado anteriormente por uma floresta derrubada. As condições de autorregeneração foram suprimidas. Para o retorno da floresta, seriam necessários o desmantelamento da cidade e o seu replantio. No longo prazo, o abandono de um sistema cultural pode permitir a recuperação de um ecossistema degradado, como aconteceu com as cidades da civilização maia.</p>
<p style="text-align: justify;">Os historiadores ainda sofrem uma influência muito grande do marxismo. Assim, a tendência é considerar que só o modo de produção capitalista, nas suas diversas formações sociais, é capaz de causar impactos perturbadores e degradadores aos ecossistemas. Entendo que nenhum modo de produção alcançou a capacidade de perturbar e degradar os ecossistemas como o capitalismo. Só ele foi capaz de provocar uma crise ambiental de caráter planetário. Não se pode esquecer, contudo, os casos da civilização índica e da Ilha de Páscoa.</p>
<p style="text-align: justify;">Vou até mais longe, levantando uma possível polêmica: para os ecossistemas o que conta é o resultado. Não importa se sua perturbação ou degradação foi provocada por uma economia dominante ou dominada. A agricultura de uma Europa e de um Estados Unidos dominantes, no interior dos seus territórios, pode ser tão degradadora quanto uma economia dominada. Basta observar a destruição do Cerrado por uma agricultura voltada para exportação. Mas o historiador não deve descurar jamais das especificidades dos modos de produção.</p>
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		<title>Revista Historia Ambiental Latinoamericana y Caribeña publica nova edição</title>
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		<pubDate>Wed, 08 May 2013 10:40:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Publicações]]></category>
		<category><![CDATA[Regina Horta Duarte]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Historia Ambiental Latinoamericana y Caribeña]]></category>

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		<description><![CDATA[A revista Historia Ambiental Latinoamericana y Caribeña acaba de publicar seu último número. Seguem abaixo os artigos da referida publicação. A revista pode ser acessada através do link abaixo. Editorial &#8212;&#8212;&#8211; Datos... <a class="meta-more" href="http://www.historiaambiental.org/?p=733">Leia mais <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p><strong><a href="http://www.historiaambiental.org/wp-content/uploads/2013/05/capa_revista_issn_page_thumb.jpg" rel="lightbox[733]" title="Revista Historia Ambiental Latinoamericana y Caribeña publica nova edição"><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-794" alt="capa_revista_issn_page_thumb" src="http://www.historiaambiental.org/wp-content/uploads/2013/05/capa_revista_issn_page_thumb-150x150.jpg" width="150" height="150" /></a>A revista Historia Ambiental Latinoamericana y Caribeña</strong> acaba de publicar seu último número. Seguem abaixo os artigos da referida publicação. A revista pode ser acessada através do link abaixo.<img title="Mais..." alt="" src="http://www.historiaambiental.org/wp-includes/js/tinymce/plugins/wordpress/img/trans.gif" /></p>
<p><strong>Editorial</strong></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8211;<br />
Datos de la revista y indice general<br />
Regina Horta Duarte</p>
<p>Dossier Nuevos Dialogos de Historia Ambiental en España y América, Antonio<br />
Ortegas  y Pablo Corral (editores)<br />
&#8212;&#8212;&#8211;<br />
Editorial: Dialogos de saberes ambientales, pasado y futuro<br />
Antonio Ortega Santos,  Pablo Corral Broto</p>
<p>Dos siglos de gestión del Estado Francés de la contaminación industrial<br />
Geneviève Massard-Guilbaud</p>
<p>Sobre la sociedad ambiental. Un intento de decolonizar el franquismo y el<br />
desarrollismo desde Europa<br />
Pablo Corral Broto</p>
<p>Comunidad rural, conflicto socioambiental y organizaciones políticas en la<br />
Galicia de la Transición. El caso de “As Encrobas” (1976 &#8211; 1977)<br />
Daniel Lanero Táboas</p>
<p>Historia de la Sierra de Cázulas. Bosque privado vs. Bosque público. Un<br />
acercamiento comparativo<br />
Nadia Martínez Espinar</p>
<p>Perspectivas ambientales para los análisis cartográficos del entorno<br />
hispano-indígena. Noreste de la Cuenca de México<br />
Francisco Antonio Rubio Durán</p>
<p>Francisco B. Cruz: de la ‘agricultura pródiga’ a la revolución<br />
varietal azucarera en Cuba, 1878-1930<br />
Leida Fernández Prieto</p>
<p>Sistemas agrarios sustentables y transiciones en el metabolismo agrario:<br />
desigualdad social, cambios institucionales y transformaciones del paisaje<br />
en Catalunya (1850-2010)<br />
Enric Tello,    Elena Galán del Castillo</p>
<p>Articulos<br />
&#8212;&#8212;&#8211;<br />
Las buenas semillas. Plantas, capital genético y Revolución Verde en Costa<br />
Rica<br />
Wilson Picado</p>
<p>Nature Protection: the FBCN and Conservation Initiatives in Brazil, 1958-<br />
1992<br />
José Augusto Drummond,  José Luiz Franco de Andrade Franco</p>
<p>Reseñas<br />
&#8212;&#8212;&#8211;<br />
Maciel, Maria Esther (org.). Pensar/escrever o animal: ensaios de<br />
zoopoética e biopolítica (Florianópolis: Editora da UFSC, 2011), 422p.<br />
Márcio dos Santos Rodrigues</p>
<p>Menarin, Carlos Alberto. À sombra dos jequitibás: O Parque Estadual de<br />
Vassununga entre os interesses públicos e privados (1969-2005) (São Paulo:<br />
Annablume/FAPESP, 2011), 278 p.<br />
José Luiz Andrade Franco</p>
<p>Pérez Morales, Edgardo. La obra de Dios y el trabajo de hombre. Percepción<br />
y transformación de la naturaleza en el Nuevo Reino de Granada (Medellín:<br />
Universidad Nacional de Colombia, Colección Bicentenario de Antioquia,<br />
2011), 236 p.<br />
Maria Lucia Guerrero Farias</p>
<p>Vol 2, No 2 (2013)<br />
Tabla de contenidos<br />
<a href="http://www.fafich.ufmg.br/halac/index.php/periodico/issue/view/5" target="_blank">http://www.fafich.ufmg.br/<wbr />halac/index.php/periodico/<wbr />issue/view/5</a></p>
<p><strong>Fonte</strong>: <strong>Regina Horta Duarte</strong></p>
<p>Universidade Federal de Minas Gerais<br />
Teléfono <a href="tel:31%2032879213" target="_blank">31 32879213</a><br />
Fax <a href="tel:31%2032847298" target="_blank">31 32847298</a><br />
<a href="mailto:halac.solcha@yahoo.com.br" target="_blank">halac.solcha@yahoo.com.br</a></p>
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		<title>Rio Grande do Sul cria grupo de pesquisadores em História Ambiental</title>
		<link>http://www.historiaambiental.org/?p=665</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Apr 2013 19:15:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[GT História Ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[Rio Grande do Sul]]></category>

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		<description><![CDATA[GT História Ambiental Rio Grande do Sul Somos um grupo de profissionais de História interessados na pesquisa das dinâmicas homem-natureza ao longo do tempo. Nosso objetivo é promover o debate... <a class="meta-more" href="http://www.historiaambiental.org/?p=665">Leia mais <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_673" class="wp-caption alignleft" style="width: 235px"><a href="http://www.historiaambiental.org/wp-content/uploads/2013/04/DSC03266_CRANIP.jpg" rel="lightbox[665]" title="DSC03266_CRANIP"><img class="size-medium wp-image-673" title="DSC03266_CRANIP" alt="" src="http://www.historiaambiental.org/wp-content/uploads/2013/04/DSC03266_CRANIP-225x300.jpg" width="225" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Desertificação no pampa gaúcho │ crédito: Alessandro Casagrande</p></div>
<p><strong>GT História Ambiental Rio Grande do Sul</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Somos um grupo de profissionais de História interessados na pesquisa das dinâmicas homem-natureza ao longo do tempo. Nosso objetivo é promover o debate acadêmico, através de eventos e atividades que ajudem a fomentar pesquisas na área de história ambiental no Rio Grande do Sul.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais informações em:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://gthistoriaambiental.blogspot.com.br/">http://gthistoriaambiental.blogspot.com.br/</a></p>
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		<title>Resenha de &#8220;História Ambiental no Brasil: pesquisa e ensino&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Apr 2013 13:13:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>

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		<description><![CDATA[A indicação do mês é do volume publicado pelo historiador ambiental Paulo Henrique Martinez. A obra reflete e compila alguns dos estudos desenvolvidos no Laboratório de História e Meio Ambiente... <a class="meta-more" href="http://www.historiaambiental.org/?p=654">Leia mais <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.historiaambiental.org/wp-content/uploads/2013/04/3-historia-ambiental-no-brasil-11.jpg" rel="lightbox[654]" title="3 historia-ambiental-no-brasil (1)"><img class="alignleft size-medium wp-image-656" title="3 historia-ambiental-no-brasil (1)" src="http://www.historiaambiental.org/wp-content/uploads/2013/04/3-historia-ambiental-no-brasil-11-185x300.jpg" alt="" width="185" height="300" /></a>A indicação do mês é do volume publicado pelo historiador ambiental Paulo Henrique Martinez. A obra reflete e compila alguns dos estudos desenvolvidos no Laboratório de História e Meio Ambiente (LABHIMA), criado pelo autor em 2003, junto ao Departamento de História da Universidade Estadual Paulista (UNESP), campus de Assis; uma iniciativa inédita nas universidades paulistas que confluiu para incorporação na grade de ensino (graduação em História da UNESP/Assis) a disciplina História Ambiental, em clara sintonia com as demandas sociais acerca da temática do meio ambiente, dada inclusive como Tema Transversal nos Parâmetros Curriculares Nacional, desde 1996.</p>
<p style="text-align: justify;">O livro revela a preocupação em munir os futuros historiadores e professores de história com referenciais teórico-metodológicos e de práticas de pesquisa para lidar com o conjunto de questões abertas pela temática ambiental. Mesmo que essas não constituam objeto de pesquisa em pós-graduação para o historiador, esse profissional e cidadão se deparará com elas no desempenho de seu ofício docente e no próprio debate público. Reflexão que, portanto, extrapola a formação apenas acadêmica, contribuindo para a qualificação do exercício da Cidadania. Como contextualizar e compreender esse debate criticamente, sem simplificações e anacronismos?</p>
<p style="text-align: justify;">Assim como o livro de Regina Horta Duarte, História &amp; Natureza, já indicado aqui, a obra em questão, oferece reflexões seguras e perspectivas ricas para a pesquisa e entendimento da temática ambiental. Além da experiência inovadora de um Laboratório de História e Meio Ambiente, em termos de pesquisa e ensino de História (revelado no último capítulo), o livro é generoso em críticas e formulações conceituais para o tratamento do tema pelos historiadores, conforme esmiuçado nos três capítulos restantes: “Os historiadores e o Meio Ambiente”, “Sociedade e natureza: uma História Ambiental” e “O sentido da devastação”.</p>
<p style="text-align: justify;">Um conjunto voltado à reflexão teórico-metodológica da História Ambiental, e, sobretudo, pensando a realidade brasileira. Ponto de destaque dessa obra é a preocupação em não refletir a História Ambiental apenas segundo configurações pré-estabelecidas pela agenda da historiografia ambiental norte-americana, mas, dialogar, investigar e identificar as peculiaridades que assumem essa prática historiográfica num país de passado colonial, escravista, e de inserção na economia mundial como fornecedor de matéria prima.</p>
<p style="text-align: justify;">Questões caras aos principais “intérpretes” do Brasil, como Caio Prado Júnior, Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre. Fato que, segundo Martinez, nos dá uma base sólida de pensamento crítico, e nos coloca numa posição a refutar a ideia simplista de que a História Ambiental no Brasil seria mais um mimetismo acadêmico, para sim, possibilidade de reestabelecer um diálogo com essa historiografia crítica que pensou a realidade brasileira em seu processo de exploração perdulária da natureza e dos seres humanos.</p>
<p>Dos textos que compõem o livro, três deles se baseiam em publicações anteriormente em revistas especializadas e podem ser acessados pela internet:</p>
<p>- “Brasil: desafios para a História Ambiental”, Revista Nómadas, Bogotá, Colômbia, n. 22, abril 2005. Disponível aqui: http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/pdf/1051/105116726003.pdf</p>
<p>- “O sentido da devastação: para uma História Ambiental no Brasil”, Revista Esboços, Florianópolis, Santa Catarina, vol. 12, n. 13, 2005. Disponível em: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/esbocos/article/view/208</p>
<p>- “Laboratório de História e meio ambiente: estratégia institucional na formação continuada de historiadores”. Revista Brasileira de História, São Paulo, vol. 24, n. 48, 2004. Disponível aqui: http://www.scielo.br/pdf/rbh/v24n48/a11v24n48.pdf</p>
<p>MARTINEZ, Paulo Henrique. História Ambiental no Brasil: pesquisa e ensino. São Paulo: Cortez, 2006. 120p.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Resenha por Carlos Alberto Menarin.</p>
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		<title>Congresso Internacional terá simpósio temático de História Ambiental</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Mar 2013 02:25:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Christian Brannstrom]]></category>
		<category><![CDATA[Dr. Jó Klanovicz]]></category>
		<category><![CDATA[Dra. Alessandra Izabel de Carvalho]]></category>
		<category><![CDATA[Florestas]]></category>
		<category><![CDATA[história ambiental]]></category>
		<category><![CDATA[I Congresso Internacional de História]]></category>
		<category><![CDATA[Simpósio]]></category>

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		<description><![CDATA[O I Congresso Internacional de História, realizado pela UNICENTRO-UEPG, contará com o simpósio temático “História ambiental: temas, perspectivas e problemas contemporâneos”.  Este simpósio foi proposto pelos pesquisadores Dr. Jó Klanovicz (UNICENTRO/PR),... <a class="meta-more" href="http://www.historiaambiental.org/?p=642">Leia mais <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.historiaambiental.org/wp-content/uploads/2013/03/congresso.jpg" rel="lightbox[642]" title=" I Congresso Internacional de História"><img class="alignleft size-medium wp-image-645" title=" I Congresso Internacional de História" src="http://www.historiaambiental.org/wp-content/uploads/2013/03/congresso-300x186.jpg" alt="" width="300" height="186" /></a>O <strong>I Congresso Internacional de História, </strong>realizado pela UNICENTRO-UEPG, contará com o simpósio temático “<strong>História ambiental: temas, perspectivas e problemas contemporâneos</strong>”.  Este simpósio foi proposto pelos pesquisadores Dr. Jó Klanovicz (UNICENTRO/PR), Dra. Alessandra Izabel de Carvalho (UEPG/PR) e Dr. Christian Brannstrom (A&amp;M University/Texas).</p>
<p style="text-align: justify;">A inscrição de trabalhos para os Simpósios Temáticos encerra-se no dia 12/04/2013.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mais informações em</strong>:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://eventos.unicentro.br/conhistoria2013/index.php">http://eventos.unicentro.br/conhistoria2013/index.php</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Conheça mais sobre o simpósio</strong>:</p>
<p style="text-align: justify;">História ambiental: temas, perspectivas e problemas contemporâneos</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Resumo</strong>: Este simpósio temático pretende reunir pesquisas que explorem as múltiplas perspectivas de História Ambiental, tais como: 1) a emergência da crise ambiental; 2) as paisagens em termos de transformações em seus ambientes e em suas interpretações históricas; 3) a reconstrução de histórias ambientais nas diversas  regiões  do  Brasil,  especialmente  no  Paraná  e  no  sul  do  país;  4)  o  desenvolvimento  de movimentos ambientalistas e anti-ambientalistas e suas relações com a narrativa histórica ambiental; 5) as dimensões da História das florestas; 6) a história ambiental urbana; 7) a história das relações entre humanos, animais, vegetais e a biodiversidade; 8) a história ambiental industrial; 9) as relações entre História e desastre; 10) as dimensões da produção, do consumo e do desperdício na História Ambiental; 11) teorias e métodos em História Ambiental.</p>
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		<item>
		<title>Os &#8220;Cem Anos de Devastação&#8221; do estado de São Paulo revisitados</title>
		<link>http://www.historiaambiental.org/?p=626</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Mar 2013 14:57:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Publicações Históricas]]></category>
		<category><![CDATA[Antônio C. Cavalli]]></category>
		<category><![CDATA[Cem Anos de Devastação]]></category>
		<category><![CDATA[Estado de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[João R. Guillaumon e Renato Serra Filho]]></category>
		<category><![CDATA[Mata Atlântica]]></category>
		<category><![CDATA[Mauro A. M. Victor]]></category>
		<category><![CDATA[Revista de Silvicultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma revisita 30 anos depois de sua publicação É com satisfação e privilégio que a Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente patrocina a nova edição da... <a class="meta-more" href="http://www.historiaambiental.org/?p=626">Leia mais <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Uma revisita 30 anos depois de sua publicação</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.historiaambiental.org/wp-content/uploads/2013/03/Pages-from-cem_anos_de_devastacao_2005.jpg" rel="lightbox[626]" title="Situação florestal em 1854"><img class="alignleft size-medium wp-image-631" title="Situação florestal em 1854" src="http://www.historiaambiental.org/wp-content/uploads/2013/03/Pages-from-cem_anos_de_devastacao_2005-300x202.jpg" alt="" width="300" height="202" /></a>É com satisfação e privilégio que a Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente patrocina a nova edição da histórica publicação “Cem Anos de Devastação”, de autoria de Mauro A. M. Victor, Antônio C. Cavalli, João R. Guillaumon e Renato Serra Filho, no momento em que todos nós comemoramos os 30 anos da sua primeira edição na Revista de Silvicultura da Sociedade Brasileira de Silvicultura. Os autores realizaram um meticuloso trabalho ao descreverem a cobertura florestal de São Paulo, como também as fases da destruição das florestas do estado. Graças a esse profundo estudo, sabemos o que ocorreu com a Mata Atlântica desde 130 anos atrás.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele se tornou numa obra que influenciou, entre tantos como nós, biólogos, ecólogos, engenheiros florestais e agrônomos e outros profissionais, fazendo-nos repensar, com seriedade, o preço do desenvolvimento às custas da destruição dos ecossistemas que perfazem a biodiversidade. Quantos profissionais e mesmo estudantes tomaram rumos diferentes em suas carreiras em função desse estudo? E provável que muitos alunos tenham encaminhado sua carreira para o tema ambiental, tanto na conservação quanto no uso sustentável dos recursos naturais. Isso seria um bom tema de pesquisa, devido ao tanto que ele foi realçado nas discussões acadêmicas e mesmo na imprensa da época.</p>
<p style="text-align: justify;">Em nossa sociedade, ainda que os tempos sejam outros, dados os avanços na ciência e na tecnologia e os novos conhecimentos e ferramentas sobre as florestas tropicais, permanece prevalecendo o valor da terra nua, desmatada, e da madeira, em detrimento de outros produtos que a floresta pode dar e gerar riqueza e emprego. Continua presente o espírito desbravador dos antigos pioneiros, “a ferro e fogo” – para homenagear Warren Dean -, contra as matas. Alterar essa cultura exige um esforço conjunto do governo e da sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">A presente obra nos ensinou muito sobre a riqueza e destruição das matas paulistas. Cremos que as lições dela podem agora ajudar-nos a compreender e a melhorar a situação de outros biomas brasileiros, em especial a Amazônia, igualmente floresta tropical, tão rica, amada e devassada. Assim, vem a calhar a lembrança, após 30 anos, deste artigo memorável que, mesmo sendo uma recordação de uma história de degradação contribua para não permitir que a história triste se repita. Que, então, nos aponte novos caminhos, pois o velho já o conhecemos.  Boa leitura!</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.historiaambiental.org/biblioteca/ebooks/cem_anos_de_devastacao_2005.pdf" target="_blank">Download</a> (962 kb)</p>
<p style="text-align: right;">João Paulo Capobianco</p>
<p style="text-align: right;">Secretário de Biodiversidade e Florestas. MMA<br />
Paulo Kageyama<br />
Diretor de Biodiversidade. SBF. MMA</p>
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		<title>A ferro e fogo &#8211; A história da devastação da Mata Atlântica por Athur Soffiati</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Mar 2013 22:14:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Resenhas]]></category>
		<category><![CDATA[A ferro e fogo]]></category>
		<category><![CDATA[Athur Soffiati]]></category>
		<category><![CDATA[Mata Atlântica]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Weingärtner]]></category>

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		<description><![CDATA[Livro publicado postumamente pelo brazilianista Warren Dean reconstitui séculos de devastação da Mata Atlântica Por Arthur Soffiati* Em ecologia, denomina-se bioma ao conjunto de ambientes (ecossistemas) aparentados. Assim, dentro das... <a class="meta-more" href="http://www.historiaambiental.org/?p=613">Leia mais <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p>Livro publicado postumamente pelo brazilianista Warren Dean reconstitui séculos de devastação da Mata Atlântica</p>
<p>Por Arthur Soffiati*</p>
<div id="attachment_614" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://www.historiaambiental.org/wp-content/uploads/2013/03/Aderrubada-weing-1913-mnba.jpg" rel="lightbox[613]" title="A derrubada, 1913 de Pedro Weingärtner. Museu Nacional de Belas Artes"><img class="size-medium wp-image-614" title="A derrubada, 1913 de Pedro Weingärtner. Museu Nacional de Belas Artes" src="http://www.historiaambiental.org/wp-content/uploads/2013/03/Aderrubada-weing-1913-mnba-300x234.jpg" alt="" width="300" height="234" /></a><p class="wp-caption-text">A derrubada, 1913 de Pedro Weingärtner. Museu Nacional de Belas Artes</p></div>
<p style="text-align: justify;">Em ecologia, denomina-se bioma ao conjunto de ambientes (ecossistemas) aparentados. Assim, dentro das fronteiras brasileiras, podemos distinguir os biomas do complexo amazônico, do cerrado, da caatinga, do Pantanal Mato-grossense e da Mata Atlântica. Este último inclui, segundo s classificações recentes, não apenas a floresta perene da vertente costeira da Serra do Mar, que Tom Jobim considerava &#8220;a coisa mais bonita do mundo&#8221;, mas também os campos de altitude, a floresta estacional das terras baixas, os pinheirais do sul, a vegetação de restinga e os manguezais.</p>
<p style="text-align: justify;">            Depois de escrever <em>A industrialização de São Paulo</em> e <em>Rio Claro: um sistema brasileiro de &#8216;plantation&#8217;</em>, dois clássicos da historiografia, o brazilianista americano Warren Dean tornou-se um ecohistoriador. Esta conversão se deu quando ele rastreou as fontes de energia usadas para aquecer as fábricas de São Paulo e topou com a destruição de florestas, da mesma forma que, estudando um sistema de grande lavoura, percebeu seus impactos sobre o meio ambiente. A partir de então, seu olhar voltou-se para a Amazônia e produziu o livro <em>A luta pela borracha no Brasil</em>. Antes de sua morte trágica no Chile, em 1994, ele coroou sua carreira de historiador escrevendo <em>A ferro e fogo &#8211; A história da devastação da Mata Atlântica</em>, livro publicado postumamente.</p>
<p style="text-align: justify;">            Como a ecohistória ainda está muito atrasada no Brasil, sobretudo entre os próprios historiadores, que torcem o nariz para ela com desconfiança e desdém, Warren Dean optou por empreender a descomunal tarefa de construir uma história de longuíssima duração, cujo início situa-se na formação do próprio Domínio Atlântico, muito antes da invasão da América por qualquer contingente humano, com, com o término espraiando-se a nossos pés, neste final de século e de milênio. Término tanto do livro quanto da mata.</p>
<p style="text-align: justify;">            A síntese, no entanto, é monumental e abre um amplo leque de perspectivas para novas pesquisas. Nela, Warren Dean não olha mais de fora os ambientes nativos. Antes, aloja-se em seu interior e examina com melancolia os golpes desferidos contra eles pelas sociedades humanas. &#8220;Esta história da Mata Atlântica não é uma história natural; ou seja, não é uma explicação das criaturas da floresta e das relações que estas mantêm entre si. É, antes, um estudo da relação entre a floresta e o homem&#8221;. Nela, o &#8220;homem&#8221; é implacavelmente considerado como invasor, provenha ele da Ásia ou da Europa. O historiador americano faz uma síntese bastante atual dos conhecimentos acerca dos povos indígenas, primeiros invasores da Mata Atlântica, e não se deixa envolver pelo mito segundo o qual eles viviam em harmonia com o meio ambiente. Destaca, principalmente, a agressividade dos tupi, que, com sua agricultura e com suas intermináveis guerras, devem ter infligido sofrimentos dolorosos aos habitantes não-humanos da floresta.</p>
<p style="text-align: justify;">            Seu alvo maior, contudo, são os europeus, que transportam para a América um modo de vida altamente insustentável do ponto de vista ecológico. &#8220;A invasão europeia do Novo Mundo &#8211; observa &#8211; diferiu da primeira invasão pelo fato de que essa a segunda leva já havia adotado a agricultura. Suas fileiras, portanto, contavam com uma série considerável de espécies domesticadas que, com vantagem, poderiam trazer consigo&#8221;. Em contato com uma natureza que parecia inesgotável, seus descendentes neo-europeus desenvolveram uma cultura predatória e perdulária, buscando o enriquecimento fácil e rápido mediante a exploração indiscriminada dos recursos naturais.</p>
<p style="text-align: justify;">            Já liberto das imposições da academia, Warren Dean não teme externar julgamentos de valor. Suas críticas contundentes se voltam para o sistema de sesmarias, que favorecia o acesso à terra e a devastação florestal; para as práticas econômicas danosas aos ecossistemas; para a incompetência, o desleixo e a corrupção dos governos, sejam eles do período colonial do Império, da República civil, do Estado Novo, do autoritarismo militar ou da Nova República; e para o desprezo secular que a cultura da neo-Europa brasileira devotava à natureza. Nas páginas de seu livro, desfilam personalidades que não mereceriam qualquer destaque em estudos de história econômica, social, política e cultural. Nelas figuram Manuel Arruda Câmara, o primeiro naturalista brasileiro a alertar sobre o risco de extinção de espécies, o padre botânico José Mariano da Conceição Veloso, o infatigável Francisco Freire Alemão, José de Saldanha da Gama, Ladislau Neto, João Barbosa Rodrigues, o inveterado plantador de eucalipto Edmundo Navarro de Andrade, o botânico ativista Alberto José de Sampaio, o polêmico Augusto Ruschi, o arqui-desmatador Rainol Greco e tantos outros, além dos estrangeiros aqui fixados ou que por aqui passaram. É de se notar a ausência do grande naturalista alemão Maximiliano de Wied-Neuwied.</p>
<p style="text-align: justify;">            Impressionante, no livro póstumo de Warren Dean, é a quantidade e a diversidade de fontes e bibliografia utilizadas. Parece que nada escapa ao pesquisador. Ao todo, são 66 destinadas a fontes e bibliografia num conjunto de 380 reservadas à abordagem do tema. Dean é um exemplo de pesquisador profissional sério e disciplinado, por mais que se possa contestar a sua metodologia e as suas conclusões.</p>
<p style="text-align: justify;">            <em>A ferro e fogo</em> não deixa também de ser um livro sobre a história dos vencidos, no caso, os defensores da Mata Atlântica, as populações mestiças que se adaptaram à floresta, as nações indígenas que, bem ou mal, construíram um saber pragmático acerca dos ecossistemas em que viviam e, acima de tudo, o próprio Domínio Atlântico, que, de uma extensão estimada em 1.085,554 Km<sup>2</sup>, foi reduzido a estropiados 95.641 km<sup>2</sup>, cerca de, 8,8% da sua superfície original, em face do extrativismo, da agricultura, da pecuária, da industrialização e da urbanização. Nada conseguiu deter sua destruição: nem a barreira indígena, nem a voracidade das saúvas, nem as advertências dos naturalistas, nem a legislação tímida dos governantes, nem os movimentos de defesa do meio ambiente. Warren Dean conclui seu livro de forma pessimista e sombria: &#8220;O último serviço que a Mata Atlântica pode prestar, de modo trágico e desesperado, é demonstrar todas as terríveis consequências da destruição de seu imenso vizinho do oeste: a Amazônia&#8221;.</p>
<p>Jornal do Brasil, 8 de Março de 1997.</p>
<p><span style="text-align: justify;">*<strong> Arthur Soffiati</strong> é professor da UFF e autor da dissertação de mestrado O nativo e o exótico &#8211; Perspectivas para a história ambiental na ecorregião Norte-Noroeste Fluminense entre os séculos 17 e 20.</span></p>
<p>*******</p>
<p style="text-align: justify;">A ferro e fogo &#8211; A história da devastação da Mata Atlântica</p>
<p style="text-align: justify;">Autor: Warren Dean</p>
<p style="text-align: justify;">Tradução de Cid Kempel Moreira / Companhia das Letras, 476 páginas</p>
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		<title>&#8220;Aviario Brasilico&#8221; foi uma das primeiras obras a tratar da avifauna brasileira</title>
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		<pubDate>Wed, 06 Mar 2013 23:24:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Aviario Brasilico]]></category>
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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.historiaambiental.org/wp-content/uploads/2013/03/aviario1.jpg" rel="lightbox[603]" title="aviario1"><img class="alignleft size-medium wp-image-604" title="aviario1" src="http://www.historiaambiental.org/wp-content/uploads/2013/03/aviario1-300x251.jpg" alt="" width="300" height="251" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">Pouco conhecido dos brasileiros foi o frei José Mariano de Conceição Velloso (1742-1811), que se dedicava com afinco à botânica. O frade teve participação ativa na chamada Tipografia do Arco do Cego, criada em 1799 e que se tratava de um projeto editorial para a produção e tradução de obras importantes ao conhecimento corográfico do Brasil. Em 1800 ele publicou o “Aviario Brasilico, ou Galeria Ornithologica de Aves indigenas do Brazil”, obra litográfica impressa por essa casa editorial, em Lisboa (Portugal), certamente uma das primeiras obras a tratarem particularmente da avifauna brasileira.</p>
<p><strong>Mais em</strong>:  <a href="http://cvc.instituto-camoes.pt/ciencia/e24.html" rel="nofollow nofollow" target="_blank">http://<wbr>cvc.instituto-camoes.pt/<wbr>ciencia/e24.html</wbr></wbr></a></p>
<p><strong>ou em   </strong><a href="http://bndigital.bn.br/200anos/tipografia.html" rel="nofollow nofollow" target="_blank">http://bndigital.bn.br/<wbr>200anos/tipografia.html</wbr></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por Fernando Straube</p>
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		<title>Obra &#8220;A Amazonia em 1893&#8243; completa 120 anos</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Mar 2013 13:24:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Publicações Históricas]]></category>

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				<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.historiaambiental.org/wp-content/uploads/2013/03/amazonia_1893.jpg" rel="lightbox[594]" title="amazonia_1893"><img class="alignleft size-medium wp-image-595" title="amazonia_1893" src="http://www.historiaambiental.org/wp-content/uploads/2013/03/amazonia_1893-300x198.jpg" alt="" width="300" height="198" /></a>Obra em que se aprecia a grande riqueza da região amazônica completa 120 anos em 2013. Inclui dados sobre navegação, produção, comercio, tratados, estradas de ferro, colonização e emigração, entre outros. Acompanha um mapa da Amazônia que demonstra a navegação regular a vapor da <em>Amazon Steam Navigation Company Limited</em>, em 1870.</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><strong>Autoria: </strong></td>
<td>Albuquerque, Luiz R. Cavalcanti de</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Título: </strong></td>
<td>A Amazonia em 1893</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Publicador: </strong></td>
<td>Rio de Janeiro : Imprensa Nacional, 1894.</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Data de publicação: </strong></td>
<td>1894</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Paginação: </strong></td>
<td>207 p. : il. &#8211;</td>
</tr>
<tr>
<td><strong>Série: </strong></td>
<td>(Estudos economico-financeiros)</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><strong>Download</strong>: <a href="http://www2.senado.gov.br/bdsf/bitstream/id/221734/1/000087404.pdf" target="_blank">A Amazonia em 1893</a></p>
<p><strong>Tamanho</strong>: 29.09 MB (Adobe PDF)</p>
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		<item>
		<title>A ferro e fogo: a história e a devastação da Mata Atlântica brasileira</title>
		<link>http://www.historiaambiental.org/?p=573</link>
		<comments>http://www.historiaambiental.org/?p=573#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Feb 2013 14:00:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Publicações]]></category>
		<category><![CDATA[A ferro e fogo]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Alberto Menarin]]></category>
		<category><![CDATA[Warren Dean]]></category>

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		<description><![CDATA[Iniciamos nossas indicações bibliográficas com um livro incontornável do historiador ambiental norte-americano, Warren Dean. Fruto de mais de dez anos de pesquisa, o autor, um conhecedor profundo da realidade brasileira,... <a class="meta-more" href="http://www.historiaambiental.org/?p=573">Leia mais <span class="meta-nav">&#187;</span></a>]]></description>
				<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.historiaambiental.org/wp-content/uploads/2013/02/ferroefogo.jpg" rel="lightbox[573]" title="ferroefogo"><img class="alignleft size-medium wp-image-574" title="ferroefogo" src="http://www.historiaambiental.org/wp-content/uploads/2013/02/ferroefogo-199x300.jpg" alt="" width="199" height="300" /></a>Iniciamos nossas indicações bibliográficas com um livro incontornável do historiador ambiental norte-americano, Warren Dean. Fruto de mais de dez anos de pesquisa, o autor, um conhecedor profundo da realidade brasileira, nos abre os olhos ao processo de desenvolvimento econômico que devastou a Mata Atlântica brasileira.</p>
<p style="text-align: justify;">Com ampla erudição, pesquisa em fontes de diversas naturezas, conhecimentos em Botânica, Antropologia, Geografia e Ecologia, Dean nos conta em linguagem clara, a história brasileira como uma grande tragédia vivida pela Mata Atlântica. É impossível compreender a História do Brasil sem uma reflexão sobre a exploração perdulária de seus recursos naturais, e a obra de Warren Dean é um manancial de temas ainda a serem pesquisados e compreendidos.</p>
<p style="text-align: justify;">São 15 capítulos que se iniciam com o “funcionamento” desse ecossistema, para posteriormente definir a espécie invasora de maior impacto: os humanos. Ainda que a presença humana indígena apresentasse algum impacto, o foco é claramente negativo para a segunda leva de invasores, os europeus. A partir daí, somente cresceram os impactos irreversíveis à Mata Atlântica ao ponto de seu quase aniquilamento, não fosse por algumas intervenções preservacionistas, que o autor também nos relata. Tanto a luta pela defesa dos remanescentes desse bioma, como o quanto as próprias políticas de Estado para a área ambiental constituíam-se na prática em novos instrumentos de lucro sem efetividade contra ao caminho de destruição pelo qual a Mata Atlântica era empurrada em benefício de uns poucos.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa obra de Warren Dean já conta com boa fortuna crítica, nos limitando aqui a indicar algumas delas:</p>
<p style="text-align: justify;">Uma longa resenha feita pelo historiador ambiental brasileiro José Augusto Drummond, foi publicada na Revista <em>Estudos Históricos, </em>Rio de Janeiro, n. 17, 1996. Podendo ser acessada pelo site:  <a href="http://cpdoc.fgv.br/revista">http://cpdoc.fgv.br/revista</a></p>
<p style="text-align: justify;">Outro trabalho indicado é o artigo “Os historiadores e as florestas: dez anos depois de <em>A ferro e fogo</em>”, do historiador ambiental Ely Bergo de Carvalho, publicando na Revista <em>Esboços, </em>do Programa de Pós-Graduação em História, da Universidade Federal de Santa Cataria, volume 12, número 13, 2005.  Podendo ser acessado pela internet no seguinte endereço:</p>
<p><a href="http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/esbocos/article/view/274">http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/esbocos/article/view/274</a>.</p>
<p>DEAN, Warren. <em>A ferro e fogo: </em>a historia e a devastação da Mata Atlântica brasileira. Trad. Cid Knipel Moreira. São Paulo: Companhia das Letras, [1995] 1996.</p>
<p><strong>Carlos Alberto Menarin</strong> é historiador ambiental e autor do livro &#8220;À Sombra dos Jequitibás : O Parque Estadual de Vassununga entre os Interesses Públicos e Privados, 1969-2005&#8243;.</p>
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