REDE BRASILEIRA DE HISTÓRIA AMBIENTAL

Segunda
06 Setembro
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Sílvio Marcus de Souza Correa

Sílvio Marcus de Souza Correa

O historiador Sílvio Marcus de Souza Correa* é professor do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Santa Catarina- UFSC e tem se dedicado aos estudos de história ambiental no mundo atlântico, especialmente por meio da intervenção alemã nos ecossistemas do sul do Brasil e das antigas colônias alemãs na África atlântica (Togo, Camarões e Namíbia). O professor Sílvio M. de S. Correa concedeu uma entrevista à RBHA sobre os seus recentes trabalhos.

RBHA: Os trabalhos sobre história ambiental no mundo atlântico têm dado a devida importância à influência das populações de imigrantes sobre a modificação da paisagem?


Sílvio M. de S. Correa: Se considerarmos a “diáspora negra” como forma de imigração impelida ou forçada, podemos dizer que um dos arautos do pensamento ecológico no Brasil, José Bonifácio de Andrada e Silva, já acusava o escravismo como um modo de produção altamente nocivo àquelas gentes, mas também ao meio-ambiente. José Bonifácio criticou o modelo latifundiário, monocultor e escravista, pois o mesmo era o grande responsável pela destruição da Mata Atlântica. Porém, a imigração européia do século XIX teve um impacto ambiental que ainda não foi estudado com profundidade pelos historiadores. No Brasil meridional, a colonização européia se deu sob a forma de regime de mão-de-obra livre e de pequenas propriedades rurais. Mas isso não foi diferente em termos ambientais do que a plantation escravista na costa atlântica. Já na África entre 1880 e 1920, o colonialismo europeu consolidou um modelo agro-exportador, principalmente de produtos tropicais (cacau, café, borracha, sisal, amendoim, etc.) e uma exploração mineradora (carvão, hulha, cobre, diamantes, ouro, etc.) cujo impacto ambiental também não foi estudado de forma satisfatória. Essas economias coloniais fomentaram, igualmente, uma migração interna de populações africanas.

Última atualização ( Sexta, 12 Fevereiro 2010 20:59 )

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A Floresta com Araucária com Miguel Mundstock Xavier de Carvalho

A Floresta com Araucária com Miguel Mundstock Xavier de Carvalho

O historiador ambiental Miguel Mundstock Xavier de Carvalho* é doutorando do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal de Santa Catarina- UFSC e tem se dedicado aos estudos da exploração da Floresta com Araucária e suas relações com outras ciências socioambientais. Neste mês de Janeiro, a RBHA realiza uma entrevista sobre os seus recentes trabalhos.

 

RBHA: Os trabalhos sobre história ambiental brasileira têm dado pouca importância à influência das populações de caboclos e indígenas sobre a modificação da paisagem, em que medida esta distorção influencia a observação das relações históricas com o meio ambiente?

Última atualização ( Terça, 31 Março 2009 02:40 )

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